30/11/2016

Aprendendo com as viagens e o Airbnb

Aprendendo com as viagens e o Airbnb
Bayard Do Coutto Boiteux
A cada dia que passa me dou conta que o melhor aprendizado em turismo parte de uma viagem por conta própria.É a melhor forma de descobrir um destino turístico,comprando previamente um livro sobre aquele local,vendo dicas no trip advisor e se hospedando na casa de um nativo ou alugando um apartamento,através do competente e bem estruturado airbnb.
E claro que tal descoberta demanda conhecimento de um idioma estrangeiro e vontade de buscar o potencial turístico de maneira mais subjetiva.Há cidades que dispõem de um sistema de informação turística tão bom e um sistema de transporte aprimorado que o turista descobre rapidamente com um mapa e seu livro de apoio uma nova visão das cidades.
Ficar hospedado na casa de um nativo é a melhor experiência que se pode desfrutar da hospitalidade local.Recentemente.aluguei um apartamento em Tallin ,na Estonia e fiquei impactado com a minha anfitriã,que me buscou  no aeroporto e me levou para passear,além de disponibilizar um celular para chamadas locais e chocolotes de boas vindas.É o que eu e o airbnb chamamos de super host.Diferente de um hotel,você consegue conviver com os vizinhos,fazer compras nos supermercados e entender de fato a cultura local.Entender uma localidade é saber mais sobre sua gente,seu modo de pensar,seu poder aquisitivo,enfim não se limitar a um contato turístico.
Passei grande parte da minha vida,morando no exterior,por força do exilio politico de meus pais.Vivi por exemplo num país muçulmano,como a Argelia,onde aprendi a ter um respeito grande pelo slamismo e me apaixonar pelo cuscus de carneiro.Quero com tal exemplo mostrar que morar também por um tempo fora do seu pais de origem é uma solução para desenvolver novos hábitos da diversidade e da aceitação do que é diferente.Acredito que viajar mudar o sentido de visão do mundo e permite aculturações momentâneas ideiais para fortalecimento da personalidade.
Os tours formatados com guias e os hotéis dao uma segurança grande para marinheiros de primeira viagem e pessoas com tempo reduzido e sem grandes curiosidades.E uma forma de conhecer também mas sem grandes diferenciais.No entanto,há espaço no mercado para tais pacotes e vão sobreviver por muito tempo se o agente de viagens for de fato um consultor e não um mero vendedor.
Hoje,as experiências culturais são muito valorizadas.Recentemente foi lançado um aplicativo que permite a você interagir com famílias locais,para refeições na casa das mesmas.É uma experiência única que inclui às vezes desde a ida ao mercado para comprar os itens que serão utilizados o preparo das refeições,aprender a preparar e comer conversando sobre a realidade local.Tive tal vivência em Paris e Madrid e foi estupendo,pela qualidade da comida ao vinho servido.Na Africa do Sul,há encontros com a comunidade em favelas locais,com almoço e participação de alguma forma no dia a dia daquela população.
Tenho certeza que voltamos de uma viagem,com uma nova visão do mundo,e nos tornamos mais aptos para um mundo globalizado que apesar de tão heterogêneo tem semelhanças não imaginadas.A vontade de se aventurar deve ser estimulada em casa.Hoje sabemos que quem viajou muito,para lugares não convencionais é muito maisd tolerante.
Precisamos mostrar que o mundo das viagens é hoje o melhor e mais eficiente modelo de aprendizagem para o mundo moderno e para ensinar a sonhar com uma sociedade mais tolerante.



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