13/10/2026

A experiência Vip no FlaX Flu no Maracanã

 Há partidas que começam muito antes do apito inicial. O Fla-Flu é uma delas. A rivalidade entre Flamengo e Fluminense faz parte da memória afetiva do Rio e transforma cada encontro no Maracanã em um acontecimento que ultrapassa as quatro linhas. Mesmo quem acompanha o futebol de longe reconhece a força desse clássico, feito de história, expectativa e paixão.

A convite da JPL, de Michel Massena, vivi essa experiência com uma acolhida especial. O cuidado começou ainda na véspera do jogo, quando a gerente geral da empresa entrou em contato conosco e enviou as informações sobre o guia e o motorista que nos acompanhariam. No dia do evento, um grupo de WhatsApp facilitou a comunicação e a interação com a equipe. Essa organização prévia trouxe tranquilidade e mostrou que a experiência estava sendo pensada desde antes da nossa chegada ao Maracanã.

O acesso às cadeiras cativas e ao Maracanã Club permitiu acompanhar a partida com conforto e atenção a cada detalhe. O transporte em carro de luxo, com motorista e guia, completou o percurso com tranquilidade e tornou a chegada ao estádio parte do próprio programa.

O guia de turismo que nos acompanhou, Marcelo Cunto, de origem italiana, teve papel importante nessa vivência. Com simpatia e conhecimento, compartilhou inúmeros detalhes sobre o Maracanã, sua história e a importância do estádio para o Rio e para o futebol brasileiro. Suas explicações deram mais contexto ao que víamos e tornaram a experiência mais palpável e enriquecedora.

Marcelo também nos ajudou a resolver um imprevisto. Eu havia levado um aparelho fotográfico, mas não foi permitido entrar com ele no estádio. Ainda bem que o guia estava conosco: Marcelo voltou ao carro e guardou o equipamento, permitindo que seguíssemos para o jogo sem essa preocupação. Foi um gesto simples, mas que demonstra como a presença de alguém experiente e atencioso pode fazer diferença em um passeio.

Devo confessar: como tricolor, vivi o clássico com muita emoção e vibração positiva. O Fluminense acabou derrotado por 1 a 0, resultado que naturalmente não era o que eu desejava. Ainda assim, a experiência não se resumiu ao placar. Torcer é também se envolver, vibrar a cada lance, sentir a energia das arquibancadas e permanecer ligado ao time até o apito final. Saí com a intensidade de quem viveu o jogo por dentro e com a alegria de ter participado de uma ocasião tão especial.

Em uma cidade que respira futebol, o caminho até o Maracanã já anuncia o que está por vir. A movimentação nas ruas, as camisas dos dois clubes e as conversas sobre a partida criam uma atmosfera própria. Há quem relembre jogos históricos, quem faça previsões e quem simplesmente se deixe levar pela expectativa. O clássico mobiliza torcedores e curiosos, reúne gerações e reafirma o lugar do futebol na cultura carioca.

Dentro do estádio, essa energia ganha outra dimensão. Os cantos, as bandeiras, as provocações bem-humoradas e a vibração a cada lance compõem uma cena que só o Maracanã consegue oferecer. O futebol é disputa e resultado, mas também encontro, convivência e lembrança. Em um Fla-Flu, cada momento parece carregar um pouco da história de uma rivalidade que segue renovando sua capacidade de emocionar.

A estrutura oferecida valorizou ainda mais a ocasião. As cadeiras cativas proporcionaram uma visão privilegiada do campo, enquanto o Maracanã Club tornou possível desfrutar do ambiente do estádio com comodidade. São cuidados que fazem diferença, sobretudo em um clássico de grande procura, e que permitem aproveitar a experiência com mais tranquilidade, da chegada ao retorno.

O transporte com motorista e guia também merece destaque. Em dias de jogo, a organização do deslocamento ajuda a reduzir preocupações e permite que o visitante se concentre no que importa: viver a partida e observar a cidade em movimento. A atenção aos detalhes demonstra que uma boa experiência não se resume ao momento dentro do estádio; ela começa no contato prévio, acompanha o convidado durante o percurso e permanece na memória.

Fica meu agradecimento muito especial a Michel Massena, da JPL, que nos convidou para viver esse Fla-Flu e proporcionou uma experiência tão bem cuidada. Agradeço também à gerente geral da empresa pela organização e pelas informações enviadas antes do evento, a Marcelo Cunto, pelas explicações, pela atenção e pela ajuda com o aparelho fotográfico, e ao motorista que nos conduziu com segurança e conforto. Cada um contribuiu, à sua maneira, para que o passeio fosse mais tranquilo e enriquecedor. No Rio, receber bem também é uma forma de apresentar a cidade: com organização, hospitalidade e experiências que revelam seus muitos encantos.

O Fla-Flu terminou com a vitória rubro-negra por 1 a 0, mas a lembrança que levo vai além do placar. Levo a emoção de torcer pelo meu Fluminense, a vibração positiva de uma noite de clássico, a história do Maracanã apresentada por quem conhece o turismo e a cidade, e a satisfação de ter sido recebido com tanta atenção. Às vezes, o resultado não acompanha a nossa torcida; ainda assim, a experiência pode ser inesquecível. Nesse Fla-Flu, foi exatamente assim.


23/09/2026

Dia Mundial do Turismo-2026-Agenda Digital e Inteligência artificial

 No próximo dia 27 de setembro, celebraremos o Dia Mundial do Turismo. A data foi instituída pela então Organização Mundial do Turismo, hoje ONU Turismo, durante sua Assembleia Geral realizada em 1979, na cidade espanhola de Torremolinos. A primeira comemoração ocorreu em 1980. O dia 27 de setembro foi escolhido por marcar a adoção, em 1970, dos estatutos que deram origem à organização.


O objetivo da celebração é ampliar a consciência sobre a importância do turismo e demonstrar seu valor social, cultural, político e econômico. Mais do que uma homenagem aos que trabalham no setor, a data deve estimular uma reflexão mundial sobre a contribuição do turismo para o desenvolvimento sustentável, a criação de empregos, a inclusão social, a preservação do patrimônio e a aproximação entre os povos.

Em 2026, a celebração internacional oficial será realizada em San Salvador, capital de El Salvador, primeiro país da América Central a sediar o encontro. O tema será “Agenda Digital e Inteligência Artificial para Redesenhar o Turismo”, trazendo para o centro do debate as oportunidades, os limites e as responsabilidades relacionados à utilização das novas tecnologias.

A escolha não poderia ser mais atual. Vivemos um período em que aplicativos, plataformas digitais, sistemas automatizados e ferramentas de inteligência artificial modificam a maneira de escolher destinos, reservar hotéis, comprar passagens, conhecer atrativos e avaliar experiências.

A tecnologia tornou as viagens mais acessíveis, rápidas e personalizadas. Em poucos segundos, podemos comparar preços, elaborar roteiros, traduzir idiomas, localizar restaurantes e receber recomendações construídas a partir de nossos interesses. Para quem, como eu, dedicou quase cinco décadas ao turismo e à educação, essa transformação é impressionante. O viajante contemporâneo dispõe de instrumentos que pareciam ficção científica quando comecei minha trajetória profissional.

Entretanto, é preciso dizer com clareza: a inteligência artificial deve servir ao turismo, e não comandá-lo. Nenhum algoritmo substitui a hospitalidade verdadeira, o sorriso espontâneo, o conhecimento de um guia de turismo, a criatividade de um profissional qualificado ou a emoção provocada pelo encontro entre culturas. A tecnologia pode indicar um caminho, mas somente o ser humano é capaz de dar alma à viagem.

O turismo não é apenas uma atividade econômica. É também um poderoso instrumento de educação, inclusão social, preservação cultural e construção da paz. Quando praticado com responsabilidade, movimenta restaurantes, hotéis, transportes, comércio, eventos, produção cultural, artesanato e inúmeras cadeias de serviços. Gera empregos e renda, mas, sobretudo, aproxima pessoas que muitas vezes foram ensinadas a se enxergar como diferentes.

A inteligência artificial oferece possibilidades extraordinárias para a gestão dos destinos. Pode ajudar a organizar fluxos turísticos, prever períodos de maior procura, aprimorar a mobilidade, ampliar a segurança, identificar o perfil dos visitantes e facilitar o acesso de pessoas com deficiência. Também pode contribuir para a divulgação de localidades ainda pouco conhecidas, descentralizando o turismo e levando oportunidades econômicas para comunidades historicamente esquecidas.

Mas essa transformação apresenta riscos que não podem ser ignorados. A digitalização pode aprofundar desigualdades entre grandes empresas e pequenos empreendedores. Muitos profissionais ainda não possuem acesso adequado à tecnologia nem formação para utilizá-la. Hotéis independentes, guias, artesãos, produtores culturais e pequenos prestadores de serviços não podem ser abandonados em nome de uma modernidade que beneficie apenas os grandes grupos econômicos.

Defender a inovação exige, portanto, defender também a capacitação. Não basta distribuir equipamentos ou criar plataformas. É necessário preparar pessoas. Precisamos investir na formação dos profissionais, fortalecer os cursos superiores e técnicos de Turismo e promover programas permanentes de atualização. A inteligência artificial não pode se transformar em desculpa para eliminar postos de trabalho. Deve ser utilizada para valorizar talentos, ampliar competências e melhorar a experiência do visitante.

No Brasil, continuamos enfrentando problemas muito anteriores à inteligência artificial. Faltam planejamento, continuidade administrativa, sinalização turística, segurança, acessibilidade, informações em outros idiomas e integração entre os municípios. Muitas secretarias de Turismo ainda são tratadas como espaços de acomodação política, quando deveriam ser dirigidas por profissionais qualificados e com conhecimento de gestão.

O Rio de Janeiro, com sua força simbólica internacional, precisa assumir protagonismo nesse debate. Temos natureza, cultura, gastronomia, patrimônio histórico, criatividade e uma população com reconhecida capacidade de acolhimento. No entanto, não podemos continuar dependendo apenas de nossas paisagens. O visitante contemporâneo exige informação, organização, segurança, conectividade e serviços eficientes. É necessário utilizar a tecnologia para aproximá-lo de um Rio que vai muito além dos cartões-postais tradicionais.

Também precisamos enfrentar a proliferação de informações falsas, imagens manipuladas e avaliações produzidas artificialmente. A confiança será um dos grandes patrimônios do turismo nos próximos anos. O viajante precisa saber se o hotel existe, se o serviço anunciado corresponde à realidade e se as recomendações que recebe foram elaboradas com independência. Modernizar o setor sem estabelecer princípios éticos poderá gerar experiências impessoais, enganosas e profundamente frustrantes.

Depois de conhecer mais de 200 países e milhares de cidades, aprendi que as viagens mais marcantes não foram necessariamente as mais luxuosas ou tecnologicamente avançadas. Foram aquelas em que encontrei pessoas, histórias e gestos de generosidade. Recordamos menos o aplicativo usado para fazer uma reserva do que a pessoa que nos acolheu quando estávamos perdidos. A memória afetiva do turismo continua sendo essencialmente humana.

Quero, neste Dia Mundial do Turismo, parabenizar especialmente todos aqueles que não são “chapa-branca”, que não se acomodam diante dos discursos oficiais e que têm coragem de emitir suas opiniões com independência. O turismo não se desenvolve com elogios automáticos, números fantasiosos ou silêncio conveniente. Avança quando profissionais, pesquisadores, empresários, jornalistas, professores, estudantes e representantes da sociedade civil apontam problemas, apresentam propostas e contribuem efetivamente para a construção de políticas públicas mais sérias, transparentes e duradouras. Criticar com responsabilidade também é uma forma de amar o turismo.

Neste Dia Mundial do Turismo, devemos celebrar a inovação, mas sem transformar a tecnologia em um novo objeto de adoração. O futuro do setor dependerá do equilíbrio entre eficiência e sensibilidade, dados e emoções, inteligência artificial e inteligência humana. Precisamos de destinos modernos, mas também acolhedores; conectados, mas não desumanizados; rentáveis, mas socialmente responsáveis.

O turismo do futuro não será construído apenas por máquinas capazes de responder rapidamente. Será construído por pessoas capazes de ouvir, compreender e acolher. A tecnologia poderá redesenhar caminhos, mas caberá a nós decidir aonde desejamos chegar. E nenhum destino valerá verdadeiramente a viagem se, ao final, deixarmos a humanidade para trás.


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